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RELATO QUE DEU O PRÊMIO DE VOLUNTÁRIO DO ANO (2005) A UM DE NOSSOS COLABORADORES.
Durante séculos, as pessoas com deficiências,
eram consideradas socialmente inúteis, inválidas e indivíduos sem
valor, um fardo para a família, o que vem mudando gradativamente este
paradigma, em virtude dos trabalhos desenvolvidos por organizações não governamentais e
da mobilização das próprias famílias em lutar pelos direitos dos seus filhos.
Neste contexto é que eu e minha esposa fundamos o CIVE
Centro de Integração famílias e amigos de apoio ao surdocego
Vitor Eduardo, uma ong que presta serviços à comunidade na área da saúde e Assistência Social
a pessoas com deficiências múltiplas sensoriais e surdocegueira e eu exerço minha
função de voluntariado nos finais de semana doando 6 horas
do meu tempo com o compromisso de acompanha-los em atividades
de lazer.
O surdocego não tem acesso ao mundo naturalmente
porque não ouve e não enxerga, precisa sempre de um guia interprete para
que ultrapasse esta barreira que é inerente à própria deficiência,
a barreira da comunicação, da vida social, na atividade que desenvolvo
sou um facilitador na interpretação deste mundo fazendo com que muitas
crianças e jovens saiam do isolamento e possam desfrutar de momentos
de prazer, sejam em parques, piscinas, shoppings, com isso estou
contribuindo para que a sociedade que desconhecem as potencialidades
e necessidades das pessoas com deficiências possam acreditar e
contribuir para implantação de políticas públicas que beneficiarão estas pessoas.
Eduardo Andrade Bastos
Conselheiro Fiscal do CIVE
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